segunda-feira, janeiro 16, 2006

A resposta que tarda em chegar.

É madrugada... Tenho velas acesas espalhadas no chão. Algumas velas reflectem a minha imagem nas paredes do quarto. Tenho uma caneta na mão faço-a dançar nas folhas brancas que tenho a frente. Já escrevi várias cartas de amor que nunca cheguei a enviar. Para ti que te vejo nos meus sonhos, com um veú cobrindo-te o rosto. Vens montada num cavalo branco, vestida de branco. Vives dentro de mim, no lugar das deusas. È madrugada e choro por ti que nunca te vi o rosto. Tenho folhas cobertas de poemas, rasgadas e atiradas debaixo da cama. No rádio uma música toca calmamente, enquanto passo as mãos no meu rosto, tenho a minha fealdade presente. Não me sei esconder como te escondes nos meus sonhos.
È madrugada, e amanheço serenamente enquanto escrevo esta carta sem endereço, sem nome. Digo-te quem sou, quem sempre tentei ser... Ser alguém na tua vida, ter o teu amor dentro de mim, mas eu não sei quem és. Levo-me a pensar que estou louco. E sei admitir isso, amar a ausência leva-me acreditar que sou louco, tão louco que todas as cartas de amor, rasgueias e atirei-as debaixo da cama, durmo em cima de poemas de amor que dediquei a ausência sentida que me abraça a alma. E esta carta irá tomar o mesmo caminho.


Na loucura de mim, sou louco
e enfeitiçado pelo o teu olhar
que não cheguei a ver.
Serei louco por amar a ausência?

Espero a tua resposta nos meus sonhos.

Sempre

Jamour